sexta-feira, 8 de maio de 2009

Conteúdo: insônia

Está tudo escuro e nem as estrelam brilham mais.
Eu, deitado tentando dormir.
Sim, tentando.
Por algum motivo equívoco o sono é presente mas não o consigo.
Penso em muitas coisas, prazos, planos, soluções, vida e vencimentos.
“Soma” dos Strokes toca.
Mensagem chegando ao meu celular.
E o que seria a tal hora?
Engano... Rifas... Horóscopos... Bingos... Leilões ou palavras não desejadas?

Remetente:
Quatro letras.
Surpresa! Espanto!
Alegria! Curiosidade!
Conteúdo (direto e em quatro palavras):
Lembrança, Sorrisos;
Saudade e Boa noite.

Passa da meia-noite.
Não sei como agir.
Penso.
Com suas palavras, ou só sua lembrança:
Ganho o dia que termina ou o dia que está começando?
Talvez os dois.
Hesito.
Meia hora se passa.
Respondo.
Como sempre, tenho a impressão que falo mais que deveria.
Em seguida sonho (ainda acordado) e planejo (dentro do sonho).
Nessas horas tudo poderia ser como numa comédia romântica.
E ao amanhecer, não mais seria uma mensagem.
Mesmo levantando cedo todo dia,
Nesse, eu acordaria ao som insistente da campainha.

Remetente:
- Bom dia!
Eu:
-? ! ? ... Bom dia.
Conversas café com leite acompanhadas de cortejos a mesa matinal.
Assuntos:
Todos aqueles que fariam esquecer que o tempo passa.
E passou.
E que a última vez que dormimos juntos não faz nem dois dias quem dirá duas translações.
E logo pela manhã: seu sorriso.
Ah! Seu sorriso!
Fica muito mais belo com esse ar,
De quem não faz nem meia hora abandonou ao marasmo seus sortudos lençóis.
Já seus olhos:
Ainda mais apertados quando pressionados pelas alegrias.
Pelo sono que ainda não se foi somado a seus traços infantis.
E esses olhos me esmagam todo,
Cada vez que se apertam sinto a vida aflorar.
E pela manhã: Tu estás no ápice da perfeição.
Pele ainda mais transparente,
fina, comovente quase a me atordoar.
Seus cabelos se movimentam tão levemente.
Que por um momento penso você levitar.
Palavras demais.
Admiração demais.
E tudo isso se perde em meus devaneios.
Que bobo, percebo estou a sonhar.

Voei muito alto.
Escrevi seu retrato.
Falei muito alto, o que deveria a ninguém contar!

Nem metade disso é verdade.
Mentira, é sim!
Metade sim. Metade não.
Mas qual metade é verdade?
A metade que julgares melhor.
Pois ao final só os contos de fadas são de verdade.
Pois se não fossem assim...
Bom, seria melhor não acreditar em nada.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Cinza(s)



É essa chuva que cai e inunda tudo de cinza.
Cinza das cinzas.
De sentimentos queimados que teimam em ser pássaro e voar.
Sentimentos que eu pensei enterrados, ardidos e acabados.
Mas como cinzas, eles teimam ressoar.
Nessa mistura de cinza molhada que embora encharcada tende sempre a voltar.
Assim, do nada e sempre.

Não provoca dor:
Sorrisos, suspiros, euforia, agonia e vontade de te contar.
Alegrias, monotonias, simpatias, tudo que faço pra tentar (em vão) lhe ignorar.
Mas é puro, oportuno, belo, esperto e como tu:
és bem terno, é como criança teimosa e risonha que me tenta sempre lembrar.

Eu perambulo por onde você passava.
Tento imaginar, em qual direção você olhava.
E me ponho a ir pra lá.
Mesmo assim não te olharia.
Eu apenas passaria e esperaria você me notar.

Isso tudo por causa desse cinza.
Desse dia que ainda passa mas eu tento enfeitar.
Essa água meio fria.
E uma quase rebeldia:
de fumar sem tragar;
de brindar sem embriagar;
de sussurar sem nada falar.

E essa chuva que cai e inunda tudo de cinza.
Cinza das cinzas.
Que faz tudo molhar sem se quer eu chorar.

domingo, 19 de abril de 2009

Era pra ser como?

Dia estranho, cara estranho, hora estranha.
Mas e quem disse que deveria ser obrigatoriamente um dia previsivelmente feliz?
Dias assim vêm... e vão.
Engraçado, parece que tudo que tenho ultimamente está incompleto;
pela metade.
Se eu realizo um sonho;
vêm-me duas ilusões.
Se tenho amor, não tenho atenção.
E se tenho atenção não sinto paixão.
Até isso aqui, essa porra!
Quer ficar pela metade...
Comecei a escrever mas faltou-me inspiração de um segundo pra outro.
Voltando ( ou não...)

É como se tudo fosse usurpado por mim mesmo
Ou por ninguém
Parece que rogaram uma praga
E eu não sei se deveria me importar
Mas desde que você chegou...
Eu não sei quem eu sou.

É eu perdi minha identidade.
Isso aconteceu de fato,
Alguém veio me informar que a tinham encontrado
E ela estava exposta, numa vitrine.
Acho que isso era um sinal.
Será que de fato eu a recuperei?

domingo, 1 de março de 2009

Eu me rendo...


Orgulho; esplêndido mentiroso
Eterno inimigo do amor.
Teimo em manter meus lábios
falando sempre o que meu coração sente.
Mas agora meu orgulho foi tentado.
Eu quero jogá-lo ao vento.
Quebrado, surrado e adoentado.
E aí começa toda a compaixão.

Nós jogamos o jogo:
permanecemos distantes.
Mas isso custa mais que posso pagar.
Sem você eu não posso seguir:
Eu me rendo querido.

Eu ajo como orgulhoso
Eu me faço de feliz.
Mas é apenas uma pose, que eu tento manter.
Por que dentro dos meus olhos, meu coração diz:
Eu me rendo querido.

Pequenos erros nós temos cometido.
Não me importa quem é culpado.
Isso deve fazer parte desse jogo tolo.
Apenas emprestando mais tempo aos nossos cortejos.

Quando as estrelas aparecerem
E as sombras se dissiparem.
Então você ouvirá,
Meu coração aflito a clamar:
Por você minha vida, meu amor, meu tudo...
Eu me rendo querido.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009


Em minhas alucinações
Eu vi meu amado jardim de flores.
Em minha vertigem, em minha tontura,
Em minha bebedeira
Girando e dançando como uma roca.
E me vi como a fonte da existência.
Eu estava lá desde o começo.
E eu era o espírito do amor.

Agora que estou sóbrio
Resta só a ressaca
A lembrança do amor
E somente a mágoa

Eu anseio pela felicidade
Eu peço por ajuda
Eu quero compaixão
E meu amor diz:
Olhe para mim, ouça me
Por que eu estou aqui
Somente para isso.
Eu sou sua lua e seu luar
Eu sou seu jardim florido e sua água também
Eu vim todo este caminho, ansioso por você
Sem sapatos ou manto
Eu quero que você ria
Para matar todas as suas preocupações
Para te amar
Para te nutrir
Oh doce amargura
Eu irei te confortar e te curar
Eu te trarei rosas
Eu também já estive coberto por espinhos.

Rumi

domingo, 1 de fevereiro de 2009


E num piscar de olhos tudo pode mudar, diga olá à sua vida, você está vivendo...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Get Stupid = Falling in Love , Get Stupid = Falling in Love...?


Por que se deu, eu não sei.
Como...? Pior ainda.
Mas antes tivesse acontecido com alguém que quisesse.
Não.
Tinha de ser mais um daqueles,
meio amargo.
Mas talvez, só dizes da boca pra fora que não quer.
Pra que o meio amargo se torne doce.
Em quanto tempo se deu?
Mais rápido do que o ponteiro maior demora pra andar uma única casa.
E menos lento do que o preciso pra se comemorar alguma boda...

Se esquiva,
mas não nega.
Se esvai,
mas não foge.
Sorri,
e me envolve.
Fala,
mas não nega.
Não diz se quer,
mas também não diz que não quer.
Não me prende,
mas não deixa que eu solte.
Não sonha comigo,
mas no fundo,
sei que me deseja.

(Agora ouço Ana Carolina - É Isso aí)
" Eu não sei parar de te olhar...eu não me canso de te olhar..."
" E quem acredita em milagre? "
Ps: Nunca parei sozinho pra ouvir Ana Carolina,
pela primeira vez ouço por conta própria.

É... E quem acredita em milagre?
Desde fevereiro de 2007...estava lacunamente ocupado.
Eu preciso acreditar em milagre.
Dessa vez, um grande.

Frases soltas, coração a palpitar.
Bem-me-quer, mal-me-quer, bem-me-quer, mal-me-quer...
Me quer!

Parece que desde então, os dias amanhecem diferentes.
Úmidos. Cheiro de chuvisco e terra molhada.
Talvez não seja só impressão,
Há dois dias consecutivos, o dia amanhece a favor dos amantes
mas de atrito aos solitários.

Não há nada melhor que ouvir o meu celular tocar
ao som de Last Night, dos Strokes,
pois sei que é você quem está ligando.
Não há nada melhor que poder suspirar...
ainda mais, ao seu lado,
e sob seus olhos.
Sedentos de um por que, que nem mesmo tu
sabe as causas...
Só há as perguntas...

Me perdi, deixei para escrever depois,,,
poemas (ou linhas) misturados de dois dias acabam assim.

Dizendo muito e falando nada.
Ou seria:
falando muito e dizendo mais do que devia...
Melhor parar.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Resgatando meus sonhos num belo reencontro


Reencontrando amigas dos tempos do Segundo Grau o qual cursei de 1999 a 2001 no Colégio Diocesano em Mossoró.
NA FOTO SENTADOS EU E TICIANNE(ESQ.)LARISSA E ROBERTA FALCÃO (DIR.)

Eu não sei bem ao certo quanto tempo passou.
Se for contar em dias ou anos, confesso eu sei.
Mas se me pedissem pra mostrar o caminho de volta àquela época;
Devo admitir, nos perderíamos.
Pois desde que nos separamos;
Eu vivi tanto que nem sei explicar muito bem tudo o que passei.

Relembrar tudo daquele tempo junto a vocês é mais fácil,
Sozinho é como se cada segundo desde aquela época fosse um raio atravessando meu destino.
Às vezes o raio iluminava mais que fazia barulho.
Mas outras vezes o estrondo era tão forte que eu perdia a noção da direção.
E quando eu dava por mim, já era tempestade.

Adiei e adio tanto esses momentos, por que no fundo ao ver vocês,
enxergo também meu reflexo naquela época:
Todos os sonhos eram possíveis,
rir,
colar,
se apaixonar,
correr,
doar,
chorar,
cair,
amar,
estudar,
doer...
Tudo! Eram meras semelhanças que se igualariam aos mais imensuráveis sonhos.
Afinal de contas eu sempre tinha vocês.

Hoje, não sei.
Nada está mais no mesmo lugar.
Pois até mesmo alguns sonhos já foram alcançados.
Alguns sim. Já outros...
ainda têm o mesmo valor.