
É só um tempo.
Eu repito a mim mesmo.
É como um ‘break’ que dura o suficiente para ser necessário.
E se às vezes, a mim, pesar.
Secretamente posso condensar e por meus olhos fazer o peso evaporar.
Secretamente posso gritar mil vezes o que devia a você dizer, mas em segredo.
Mas tudo isso não passa de fase.
Às vezes é abrupto e confuso.
Mas mesmo repentino as lembranças que seguem, amenizam.
É como se cada noite sozinho,
Fosse uma preparação para valorizar o futuro.
Como se cada segundo sozinho
fosse para entender o real significado de tudo.
E quanto mais os dias passam
Mais próximo de tudo isso eu fico.
Sabe, contei sobre você e uma noite passada.
Mas acharam que era ficção.
Engraçado!
Será que acham que sou tão mentiroso assim?
Ou apenas lhe descrevi tão bem que acharam não existir?
O mais engraçado é sobre as estrelas,
Como gosto de escuridão total pra manter os olhos fechados
Em meu quarto há muitas delas, mas logo que apago a luz,
Elas me entendem e aos poucos vão se apagando.
Mas estão sempre lá.
Escrevo como se estivesse falando com você.
Mas tudo isso, a você, deve segredo ser.
Mas um dia saberás tudo.
Pensando bem, acho que já sabes.
Sabe o amigo imaginário que na infância construímos?
É como se fosses um.
Mas se eles são imaginários?
Será que tudo isso não passa de invenção?
Se você acredita em sonhos, o melhor é continuar...